"Pode ser que tudo - ao menos - que ela quisesse ouvir fosse o 'eu te amo' soado vagarosamente em sua mente distante."
E infinitas foram as vezes que tudo o que tomou minha vontade de querer, foi essa de ouvir tal pequena frase, sempre que suas memórias ricocheteavam na minha mente. E confesso que sim, doía. Doía feito chibatadas que são levada sobre carne viva, sabe? Dias mais, dias menos, sendo que prevalecia os em demasia, certamente. Drama, drama! Por que diabos é assim tão presente em tudo o que faço? Não lhe incomoda? "Acho bonito!", disse ela um dia. Mas completou dizendo que no nosso caso, não precisava de tanto disso. Concordo por partes, pois nada que relaciono a nós possui hipérboles realmente, começando pelo fato de nunca ter sido tão intenso, - e amo isso - tudo com seu sentido literal, espero que tenha sido claro. Claro... Claro que não! Ainda mais horas depois do aroma que "desperta a mente e tonteia o bom raciocínio" agir dessa forma sobre mim, e ainda de forma completa... Mas calme, já volto nisso! Já disse como estava morrendo de saudades? Já, obviamente. E estava mesmo, e estou momentaneamente, assim como esperava que fosse. Duas semanas, catorze dias, ou pouco mais de trezentas e trinta e seis horas sem sentir seu cheiro, provar seu beijo, me aconchegar nos seus braços num momento de abraço, ou simplesmente de te olhar, porque gosto. Esse também foi o tempo que fui rodeado por olhares parentescos curiosos com mentes duvidosas, e meu ser se vangloriando por algo que me é novidade, sorrindo a cada resposta dada de certo jeito sem jeito. Exatas nunca foram o meu forte, constar, mas contigo é diferente, prefiro assim, tem que ser assim, porque também gosto. E quantas foram as manhãs acordadas na desesperança de não sentir tudo isso no mesmo dia, na certeza de estar desprovido de você fisicamente, e na incerteza que quando tudo seria novamente proporcionado. Se passaram os dias, não direi que passaram voando, estaria mentindo, mas preferi assim, adiar as férias de fato, cortá-las ao meio, pra que algo melhor fosse feito e férias novas fossem criadas, junto com o que me agrada. A contagem foi encerrada, por definitivo, e recompensadas belamente, horas depois, terminando com dois corpos formados em um, perambulando por ruas que só tinham eu, você e nós. Ei amor, sabia que te amo? Quer namorar comigo? Namora? Perguntas com respostas das quais me fazem sorrir de verdade em todos os sentidos e modos, sorrir com os olhos, sabe como é... Assim como a forma de chamar um ao outro, que como num vídeo game, é como se uma vida me fosse adicionada cada vez que ouço tais palavras envoltas de doçura, ao sair de sua boca. Tão mordível, não achas? E só peço uma coisa: Apesar de te amar forte como és, pode se permitir a saudade quando estivermos longe, haha, pode ser? E assim como amei noites descobrindo mais sobre você, permitindo mais sobre nós, - mesmo que por ondas de frequência apenas - amarei tudo na prática, tudo que pudermos, ou "apenas" você sentada nessa cama por mais uma tarde inteira, botando planos em prática, eu e você, sendo nós!
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