Fica bem. Limpa esse rosto. Não chora. Não gosto de te ver assim. Lembra do que há de bom. Ahhh, então venha cá e deixa eu te apertar! Porque eu sei que frases desse tipo que saem da minha boca, são piores que perguntas retóricas. São sem efeito, sem mudanças, não fazem "nem cócegas". Mas conhecendo o meu grau de teimosia, sei que elas não deixarão de ser ditas por mim. Mas o grau de preocupação alheia também conta. Porque envolve vontade de querer fazer algo, sabe? E confesso que caso houvesse efeito, até me vestir de palhaço faria. O que sabe que não é algo simples pra mim. Mas não ligo. Quero sorrisos e quero olhos que brilham. Brilham pra mim, ou apenas brilham, é o suficiente. Mas agora tenho que ir. Ficará bem? Hmm, não exatamente, né?? Ah, não molha esse rosto, meu amor! E ao sair, lágrimas pesadas escorrem. Não por mim, não de mim. Escorrem por conta dos problemas, aqueles dos quais carrego apenas a vontade de poder carregar um tico, dar uma mãozinha, sabe como é. Sabe quando amamos tanto que dói? Pois bem. Dói quando não ponhamos um sorriso naquele rosto. Quando viramos as costas quase que obrigatoriamente e não podemos ficar ali pra distrair bobamente aquela mente não tão sã, que teima em se esvair pelos olhos. Isso dói. O grau de importância se eleva, a vontade de dividir tudo o que não há de não tão bom assim também. E a verdade, é que sem egoísmo algum, eu só queria que, por uns eternos segundos, seus olhos brilhassem para mim.
I wanna be drunk when I wake up...
On the right side of the wrong bed...
Sunday, February 24, 2013
Saturday, February 16, 2013
Querido "diário"...
06:20 AM
"Ahhh, essa dor dos infernos!", gritei ao me espreguiçar. Realmente, mais forte parecia ser impossível. Mas era o que tinha pra hoje, uma bela dor nos dentes. O jeito é se conformar.
07:15 AM
E a dor está tão contínua quanto os meus passos hora apressados hora calmos, lógico. E credo, quanta gente aqui, mas não vejo quem eu procuro... Ah, encontrei! Admito que sorri por dentro, como de praxe, mas continuei na minha, tentei abandonar a dor assim como abandonei meus fones de ouvido. Merda. Vamos para a sala... Poxa, nem um mísero beijinho? Ok, ok, seguirei rumo a minha carteira.
10:45 AM
Essas partículas estão me confundindo... Ah, e esse sinal que não bate? Não é pressa, acho, só quero levar minha dor e eu tomar um ar la fora, e ver como estão as coisas. Normal, tudo normal. Um abracinho caloroso não iria nada mal... ta, espero. Lembrei que queria estar dormindo. Assim não estaria reclamando a todo momento de algo que não mudará. Hmm, gosto disso. Rápido, mas eu gosto. Mais uns minutinhos e volto enfiar a cara no meu livro. Nãao, disso não gosto, vem cá, poxa! Tá, tá, esperemos...
11:35 AM
Liivre, poderemos ficar a sós, eu e minha dor. Um sorriiso, que belo, isso me agrada em níveis elevados, confesso. O que aconteceu? Confesso estar meio perdido, mas tá, vamos ver o que dá. Volta, volta! Imagino minha cara nessa hora, ei merda, esqueci, acho melhor correr. Opa, calma, só um carro e uma moto, presta atenção, moleque! Não entendi o porquê da surpresa... Desculpa... Seja legal, seja legal, isso, agora volta! Minha preocupação tá apitando, confesso, mas, besteira minha, vamos seguir, vamos... Tou com fome, e calor... Ah, a dor!
01:50 PM
01:50 PM
Ops, entrei um pouquinho tarde demais, sorry, mesmo. Nada mal dar uma deitada nessa cama arrumada enquanto isso carrega... Ah, deixa o livro aqui, vai ser rapidinho, certeza que vai...
06:55 PM
06:55 PM
Oh meu deus, o que aconteceu? Acho que dormi, é, logicamente dormi, tanso! E o que é isso? Há, me mato, merda, merda, merda. Por Zeus, como não ouviu/viu isso?! Que sono... Ignoro. Me levanto e perambulo meus dedos sobre a tela a fim de remissão. E o sentimento de estar devendo algo, como fica? Ah, não estou legal. E essa dor ainda me incomoda.
11:29 PM
11:29 PM
Só estou tentando organizar estrelas em constelações, mas na minha cabeça. Tá mais pra partículas se aquecendo, num inimaginável movimento. E o desespero toma conta. Medo? Sim, medo. Covarde, deveria ter vergonha! Calma, não seja tão duro consigo mesmo. Ou seja. Ou tivesse sido. O vazio. Ouço eco na minha mente. O eco é esquecido por milhares de vozes na mesma frequência gritando zilhões de coisas diferentes em diferentes intensidades. Poucas as que me agradam. Nenhuma, que me agrada. Se antes eu estava perdido, agora estou como mesmo? Ah, e lembra a maldita dor nos dentes? Foi esquecida, migrou pra outra parte do corpo. Mas agora está tudo mais forte, mais intenso, como costumávamos ser. Não foi meu pai quem falou, mas não possui remédio para essa dor também. Na verdade existe, mas no momento inexiste. Pareço estar levando tudo na ironia. mas se acha isso, não conhece minha verdadeira ironia. Quando não sei o que fazer, pensar, e como agir, adquiro um tom engraçado. Mas acredite, pra mim, na minha mente, a graça é algo já instinto. O que me resta é o desespero. E pessoas perguntando como estou, o que estou sentindo, e o que deu. Podemos resumir em um nada, não estou sentindo nada, não estou pensando nada. Até que percebo minha mão molhada. Ao perceber, elas se molham mais ainda, mas em silêncio. Um silêncio permanente que faz com que nada cesse. Como eu saberia que dessa vez seria assim? não tinha ideia de que esse buraco apareceria aqui. Não, tinha sim, não tão logo, não tão de surpresa. Uma surpresa esperada, talvez. Flash backs é o que vem a mente. Todas as melhores coisas juntas num filme só. A mais recentes, mais frescas pro grand finale. E a verdade é que eu só queria um abraço. Um ombro pra molhar, ou pra fazer isso cessar de vez.
05:00 AM
Como se lida com uma cabeça a mil pensamentos por minuto? Aparento estar anestesiado. O que na verdade, queria. Longe do alcance. Mas, em tão pouco tempo, tanta coisa pareceu estar assim, longe do meu alcance, fora dele, se afastando a cada fração de segundo. Escrevendo isso e pondo pra fora com uma necessidade incrível, como se transbordaria ou mesmo explodisse. Só quero secar minhas mãos.
Wednesday, February 06, 2013
Nosso infinito, que é maior que os outros...
"Estou apaixonado por você e não quero me negar o simples prazer de compartilhar algo verdadeiro. Estou apaixonado por você, e sei que o amor é apenas um grito no vácuo, e que o esquecimento é inevitável, e que estamos todos condenados ao fim, e que haverá um dia em que tudo o que fizemos voltará ao pó, e sei que o sol vai engolir a única Terra que podemos chamar de nossa, e eu estou apaixonado por você."
-John Green
E assim segue, eu sentindo isso que me invade e se alastra continuamente como fogo numa mata seca sem fim, e você retribuindo tudo de uma forma inexplicável, agindo sobre mim como a faísca que reacende tal coisa a todo momento, mesmo faltando muito e estando tão longe de apagar que se pudéssemos de alguma forma medir, perderíamos de vista. Eu estou aqui, você aí, e dessa forma, ou até quando estamos tão próximos que o aroma leve da sua respiração pode ser sentido nos meu lábios, o que realmente nos une, é o que nos rouba internamente, o que me abduz de qualquer outro lugar que consta com a sua ausência levemente, o que a todo momento que sinto sua falta, me toma a mente. Ente, ente, ente. Não estamos aqui pra rimar, colega, só pra amar, já é o suficiente. E se transborda? Deixa transbordar! Ai, ai... Já falamos sobre isso e não quero tocar no assunto mais uma vez. Vai teimar comigo novamente? Nem vem, nessa coisa chamada teimosia, os meus devaneios em relação a ti ganham de lavada. E o que me dá um tom de chato apaixonado, é apenas a solução dos fatores devaneios+verdadeira vontade, que, me perdoe, mas me deixa soar insuportável momentaneamente, ou um momento que dura um sempre. E por falar em vontade, recebo informações de que meu dedos gostariam de estar sobre os fios negros do seu cabelo, tipo agora. E, com efeito, gostariam mesmo. Lhe aconchegar nos meus braços feito um recém nascido, o mais frágil e vulnerável de todos, que nada mais precisa do que atenção, cuidados ao extremo, e uns beijos estalados na testa. Fazemos umas substituições/adições, e tudo fica bem, do jeito que a gente gosta, do nosso jeito incomum de ser. Calma, incomum ou comumente, não interessa, e a forma de exemplificar isso, é como se dois mais dois fossem nove, digamos que impossível. Que coisa é essa que me puxa pra cima? Crescer, sim, isso mesmo. Mas também me infla de felicidade, me infla o ego como nunca antes, e minhas linhas do rosto fogem para cima como se fossem ligadas a cordéis de marionetes, e a marionetista, claro, é você. Elas se movem conforme os seus atos, estados de espirito e proximidade de mim. Quanto mais perto, com mais facilidade me manipula, até que nossos cordéis se embolam e agimos no mesmo ritmo, sintonizamos na mesma frequência, nos livrando dos nós, nos vendo livres e deixando nos permitir. Criamos vida própria. O que, confesso, é docemente mais ofegante do que qualquer outro momento. Já é nessa vida em que a sua vida é a minha vida? É o que me parece. E se isso fosse representado com o fogo, meu ser e minha alma estariam já carbonizados por queimaduras de quarto grau, inteiramente consumidos em uma espécie de cinza. Metáforas, é disso que precisam os grandes livros, os grandes textos. Não, isso pode ser um texto grande, mas não um grande texto. Na verdade, depende aos olhos de quem lê. Depende do que cada um entende. Alguém entende? Pera lá, não escrevo tão mal, não sou um escritor tão de merda assim, só não consigo organizar minhas ideias. Meus pensamentos são estrelas que eu não consigo arrumar em constelações. Ao menos foi o que um dos personagens do meu mais novo livro preferido falou sobre si próprio, e, nunca antes achei outra definição melhor e mais poética do que essa para me auto definir. Não que eu goste de poesia. Eu gosto de ler, não de escrever. E, ao contrário da Hazel, eu realmente só gosto de ler esse tipo de coisa, mesmo. Duas quinzenas de dias em que o título que você tem, é o mesmo que possuo. E confesso que não me importaria de mais umas centenas deles assim, sabe? Ah, melhor, o.k.? Sabe, meu amor, sua presença me deixa melhor do que o cheiro de um livro muito novo, e até de um bem velho, aqueles que cheiram a inteligência. Me deixa melhor do que o aroma do meu café desprezado por muitos, e diferente de muitos também, mas que certo dia desses me fez lembrar de você. Ele era: frio, e forte. não digo que a frieza te habita, mas foi só uma informação a mais para a sentença. Mas ele era forte, e tem o conhecimento de como gosto dele assim. E você é forte, e com isso, faz com que incrivelmente eu troque uma dose do meu liquido de todas as horas, por uma dose de você. Uma dose bem forte de você. Intensa. Como somos em união. Uma intensidade que assustaria um desconhecido, um intrometido ou qualquer ser não convidado. Mas não importa, esses momentos são o que nos acendem, ou nos mantém com uma labareda em altura máxima enquanto juntos. Não tem essa de "sei que nada sei" e coisas assim. Eu sei o que eu quero. Eu sei que te quero. E até me dou ao luxo de imaginar que sei o que queremos, assim, tomando a sua ideia, raptando a sua mente. E conforme o tempo que isso dure, desejo que dure no mínimo, o suficiente. Mesmo tendo total desconhecimento do que significa a palavra suficiente quando estou a me referir de você. Mas, alguns infinitos são maiores que os outros, e espero duramente, que nosso infinito seja imenso, e imensamente proveitoso, nosso infinito. Temos um começo dele, um pequeno começo dele. E será em cima desse pequeno começo, que se fundará tudo o que nos falta, tudo aquilo, que está a nossa espera.
P.s.: Desejo a nós, mais meses oficiais pela frente, meu amor!
Wednesday, January 23, 2013
"Oh her eyes, her eyes, make the stars look like they're not shining..."
Serves me as a source of inspiration, you know? Just to know that smile when they meet me, when they look into mine, and seem so sincere. Large, expressive, dark, strong, deep, mine. Looking me seriously or smiling so loud that I could hear them if it was possible. Oh, I love them, by the way, I love you.
Saturday, January 19, 2013
O tempo
É ele quem decide tudo, já percebeu? No meio disso, os nossos atos apenas direcionam esse tal tudo, quem manda, inteiramente é o tempo. Não importa mais quanto disso terei que esperar pra poder chamar de minha, com todo o egoísmo que me habita, digo que é minha, apenas minha. E tempo, quão benéfico é você pra fazer tamanha coisa evoluir e crescer? Só temos que direcionar. Não acertou a primeira? Redireciona, acerta, mas vai levar tempo... Tempo que leva pra acertar umas palavras no papel com letra decente pra se ler, ou tempo que ajude um relacionamento amadurecer, pouco ou bastante, não deixa de ser tempo. O tempo do café gelar ou de esquentar, o tempo de um sorvete derreter, o tempo de um cigarro queimar ou de uma chama morrer. E o problema é que tudo passa, e depois tudo volta ao normal, o tempo que levou pra tudo se formar ou acontecer, passou e não volta. Direciona de novo dai, constrói, vai acabar o tempo, começar e terminar, e d'um modo contínuo, a vida inteira será assim pra tudo. E isso, de modo inteiro não me é ruim. Pois quanto tempo pode levar uma cara emburrada por algum motivo, uma briga sem motivo, ou pior, um espaço de tempo que não sinto seu cheiro? Viu? É bom aprender a gostar do tempo também, meu amor. Mas no tempo que nos permite, - ou aquele no qual nos permitimos - no tempo que estamos tendo ou nesse tempo inteiro que é nosso, quanto de mim tu aguenta em ti, hã? Sussurra a resposta bem devagar no meu ouvido, arranjo um tempo pra gente...
Wednesday, January 16, 2013
We'll do it all...
...
Everything
On our own
We don't need
Anything
Or anyone
If I lay here
If I just lay here
Would you lie with me and just forget the world?
I don't quite know
How to say
How I feel
Those three words
Are said too much
They're not enough
If I lay here
If I just lay here
Would you lie with me and just forget the world?
Forget what we're told
Before we get too old
Show me a garden that's bursting into life
Let's waste time
Chasing cars
Around our heads
I need your grace
To remind me
To find my own
If I lay here
If I just lay here
Would you lie with me and just forget the world?
Forget what we're told
Before we get too old
Show me a garden that's bursting into life
All that I am
All that I ever was
Is here in your perfect eyes, they're all I can see
I don't know where
Confused about how as well
Just know that these things will never change for us at all
If I lay here
If I just lay here
Would you lie with me and just forget the world?
Tuesday, January 15, 2013
Poderíamos...

... dar uns beijos inocentes pelos corredores, poderíamos fazer uma bagunça básica na cozinha, poderíamos dar risadas com a sua sogra (sim, disse sogra), poderíamos deitar lado a lado na minha cama para conversarmos, dar outros beijos ou até "dormir" por uns poucos minutos, poderíamos até deixar a inocência de lado por uns ótimos instantes, poderíamos evoluir da nossa maneira... Podemos. É, podemos nos permitir, só eu e você, podemos ser nós, não acha?
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