Fica bem. Limpa esse rosto. Não chora. Não gosto de te ver assim. Lembra do que há de bom. Ahhh, então venha cá e deixa eu te apertar! Porque eu sei que frases desse tipo que saem da minha boca, são piores que perguntas retóricas. São sem efeito, sem mudanças, não fazem "nem cócegas". Mas conhecendo o meu grau de teimosia, sei que elas não deixarão de ser ditas por mim. Mas o grau de preocupação alheia também conta. Porque envolve vontade de querer fazer algo, sabe? E confesso que caso houvesse efeito, até me vestir de palhaço faria. O que sabe que não é algo simples pra mim. Mas não ligo. Quero sorrisos e quero olhos que brilham. Brilham pra mim, ou apenas brilham, é o suficiente. Mas agora tenho que ir. Ficará bem? Hmm, não exatamente, né?? Ah, não molha esse rosto, meu amor! E ao sair, lágrimas pesadas escorrem. Não por mim, não de mim. Escorrem por conta dos problemas, aqueles dos quais carrego apenas a vontade de poder carregar um tico, dar uma mãozinha, sabe como é. Sabe quando amamos tanto que dói? Pois bem. Dói quando não ponhamos um sorriso naquele rosto. Quando viramos as costas quase que obrigatoriamente e não podemos ficar ali pra distrair bobamente aquela mente não tão sã, que teima em se esvair pelos olhos. Isso dói. O grau de importância se eleva, a vontade de dividir tudo o que não há de não tão bom assim também. E a verdade, é que sem egoísmo algum, eu só queria que, por uns eternos segundos, seus olhos brilhassem para mim.
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