"Estou apaixonado por você e não quero me negar o simples prazer de compartilhar algo verdadeiro. Estou apaixonado por você, e sei que o amor é apenas um grito no vácuo, e que o esquecimento é inevitável, e que estamos todos condenados ao fim, e que haverá um dia em que tudo o que fizemos voltará ao pó, e sei que o sol vai engolir a única Terra que podemos chamar de nossa, e eu estou apaixonado por você."
-John Green
E assim segue, eu sentindo isso que me invade e se alastra continuamente como fogo numa mata seca sem fim, e você retribuindo tudo de uma forma inexplicável, agindo sobre mim como a faísca que reacende tal coisa a todo momento, mesmo faltando muito e estando tão longe de apagar que se pudéssemos de alguma forma medir, perderíamos de vista. Eu estou aqui, você aí, e dessa forma, ou até quando estamos tão próximos que o aroma leve da sua respiração pode ser sentido nos meu lábios, o que realmente nos une, é o que nos rouba internamente, o que me abduz de qualquer outro lugar que consta com a sua ausência levemente, o que a todo momento que sinto sua falta, me toma a mente. Ente, ente, ente. Não estamos aqui pra rimar, colega, só pra amar, já é o suficiente. E se transborda? Deixa transbordar! Ai, ai... Já falamos sobre isso e não quero tocar no assunto mais uma vez. Vai teimar comigo novamente? Nem vem, nessa coisa chamada teimosia, os meus devaneios em relação a ti ganham de lavada. E o que me dá um tom de chato apaixonado, é apenas a solução dos fatores devaneios+verdadeira vontade, que, me perdoe, mas me deixa soar insuportável momentaneamente, ou um momento que dura um sempre. E por falar em vontade, recebo informações de que meu dedos gostariam de estar sobre os fios negros do seu cabelo, tipo agora. E, com efeito, gostariam mesmo. Lhe aconchegar nos meus braços feito um recém nascido, o mais frágil e vulnerável de todos, que nada mais precisa do que atenção, cuidados ao extremo, e uns beijos estalados na testa. Fazemos umas substituições/adições, e tudo fica bem, do jeito que a gente gosta, do nosso jeito incomum de ser. Calma, incomum ou comumente, não interessa, e a forma de exemplificar isso, é como se dois mais dois fossem nove, digamos que impossível. Que coisa é essa que me puxa pra cima? Crescer, sim, isso mesmo. Mas também me infla de felicidade, me infla o ego como nunca antes, e minhas linhas do rosto fogem para cima como se fossem ligadas a cordéis de marionetes, e a marionetista, claro, é você. Elas se movem conforme os seus atos, estados de espirito e proximidade de mim. Quanto mais perto, com mais facilidade me manipula, até que nossos cordéis se embolam e agimos no mesmo ritmo, sintonizamos na mesma frequência, nos livrando dos nós, nos vendo livres e deixando nos permitir. Criamos vida própria. O que, confesso, é docemente mais ofegante do que qualquer outro momento. Já é nessa vida em que a sua vida é a minha vida? É o que me parece. E se isso fosse representado com o fogo, meu ser e minha alma estariam já carbonizados por queimaduras de quarto grau, inteiramente consumidos em uma espécie de cinza. Metáforas, é disso que precisam os grandes livros, os grandes textos. Não, isso pode ser um texto grande, mas não um grande texto. Na verdade, depende aos olhos de quem lê. Depende do que cada um entende. Alguém entende? Pera lá, não escrevo tão mal, não sou um escritor tão de merda assim, só não consigo organizar minhas ideias. Meus pensamentos são estrelas que eu não consigo arrumar em constelações. Ao menos foi o que um dos personagens do meu mais novo livro preferido falou sobre si próprio, e, nunca antes achei outra definição melhor e mais poética do que essa para me auto definir. Não que eu goste de poesia. Eu gosto de ler, não de escrever. E, ao contrário da Hazel, eu realmente só gosto de ler esse tipo de coisa, mesmo. Duas quinzenas de dias em que o título que você tem, é o mesmo que possuo. E confesso que não me importaria de mais umas centenas deles assim, sabe? Ah, melhor, o.k.? Sabe, meu amor, sua presença me deixa melhor do que o cheiro de um livro muito novo, e até de um bem velho, aqueles que cheiram a inteligência. Me deixa melhor do que o aroma do meu café desprezado por muitos, e diferente de muitos também, mas que certo dia desses me fez lembrar de você. Ele era: frio, e forte. não digo que a frieza te habita, mas foi só uma informação a mais para a sentença. Mas ele era forte, e tem o conhecimento de como gosto dele assim. E você é forte, e com isso, faz com que incrivelmente eu troque uma dose do meu liquido de todas as horas, por uma dose de você. Uma dose bem forte de você. Intensa. Como somos em união. Uma intensidade que assustaria um desconhecido, um intrometido ou qualquer ser não convidado. Mas não importa, esses momentos são o que nos acendem, ou nos mantém com uma labareda em altura máxima enquanto juntos. Não tem essa de "sei que nada sei" e coisas assim. Eu sei o que eu quero. Eu sei que te quero. E até me dou ao luxo de imaginar que sei o que queremos, assim, tomando a sua ideia, raptando a sua mente. E conforme o tempo que isso dure, desejo que dure no mínimo, o suficiente. Mesmo tendo total desconhecimento do que significa a palavra suficiente quando estou a me referir de você. Mas, alguns infinitos são maiores que os outros, e espero duramente, que nosso infinito seja imenso, e imensamente proveitoso, nosso infinito. Temos um começo dele, um pequeno começo dele. E será em cima desse pequeno começo, que se fundará tudo o que nos falta, tudo aquilo, que está a nossa espera.
P.s.: Desejo a nós, mais meses oficiais pela frente, meu amor!
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