"Não pense que o poder criativo vem da alegria. Alegria é sensação de plenitude. Você não poderá criar nada com isso. Agora, a tristeza, o desespero e a miséria, isso sim é a verdadeira fonte de inspiração"Nick Farewell
Então, mais do que isso, a saudade é o maior dos poderes criativos. Perdoem-me o uso da palavra criatividade, pois pode ser nada criativo pelo seu ponto de vista. Pode ser apenas algo clichê. Pode ser apenas a saudade que não cabe mais no peito e ao invés de escorrer pelos olhos, ela traça um caminho mais digno, como talvez palavras que completam um pequeno texto. Um pequeno texto para expressar - ou tentar - esse sentimento de força maior do que nós mesmos.
O que certamente acompanha a saudade, é o amor. Sim, estou falando daquilo que nos faz suspirar, nos faz ter sonhos que mais do que tudo queríamos que fossem verdade, nos faz sentir tanto apreço por alguém, e também nos faz chorar. Por que não chorar? Quem sabe lágrimas levem embora o que te aperta o peito, o que te sufoca. Ninguém precisa saber, nem mesmo a pessoa por quem elas estão sendo derramadas. Não que você queira chorar. Mas quase involuntariamente lágrimas rolam pelo seu rosto, você as seca, e rolam mais ainda.
Quem sabe se você tiver sorte, uma lembrança boa invadirá a sua mente e te fara esboçar um leve e breve sorriso, mas que possivelmente, esse sorriso pode se transformar em mais lágrimas segundos depois. Não, não estou sendo pessimista. Os entendedores entenderam, é apenas a verdade. Mais lágrimas escorrem por imaginar que os momentos bons não voltarão mais, não poderão ser vividos novamente, e na pior das hipóteses, que algo semelhante pode nunca mais acontecer.
Não que eu pense assim, Longe disso! Como maior vontade momentânea - nunca um momento durou tanto -, é isso que queria, que eu pudesse sentir o cheiro que diz não ter, olhar nos olhos que costumavam sorrir quando estavam a um palmo de distância dos meus, e talvez ganhar um beijo. Um beijo que eu lembraria por dias, semanas, meses, sempre como se fosse o nosso primeiro. Nunca me acostumaria com isso. Seria sempre tão sublime, tão delicado, tão da nossa maneira... e entre meio as lembranças, bateu uma saudade...
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