Monday, September 24, 2012

Happy ending

     Estou sentado há meia hora nessa cadeira em frente a janela. Dedos sobre as teclas, olhos focados em algum minúsculo pixel qualquer da tela, onde a imagem permanece estática, letras não surgem nem desaparecem. Assim está a minha mente, estática.
     Meus pensamentos não vão nem vem, e entre tudo que está ao meu redor, ele permanece em uma só imagem. Um mesmo frame não me contenta, quero muitos, quero vários. Como num filme. De que adianta frames aleatórios se não temos os que darão o desfeche da história? Quero também um final feliz, - nunca me contentei também com finais felizes de filmes, sempre preferi os que normalmente despertam o medo nas pessoas, mas não em mim -, pensando bem, não quero um final feliz, quero um tempo contínuo feliz. Não vejo o porquê apenas o fim acabar em felicidade. Se é fim não importa mais.
     Talvez seja por isso que os tais happy endings nunca chamaram minha atenção. Talvez deveriam mudar isso, final feliz é o que conta em filmes, nos livros... e dependendo do seu modo de pensar, as histórias continuaram na sua mente. O que mostra no fim do filmes, é o começo da felicidade dos personagens que tiveram sorte. Quem dará um final feliz pra tudo isso serão os leitores, o público. Se você pensar de má forma, final feliz é que a história não terá. Mas também poderá levar isso pro resto da sua vida, cultivando seus personagens favoritos, deixando de lado aqueles que não servem mais pro bem do seu ego. Sim, exatamente como na vida real, o que muda é apenas que realmente temos um fim, não temos ninguém para imaginar como seria nossa história depois de então. Quero mais frames em minha vida, mais frames nas minhas manhãs. Quero começar minha felicidade contínua, caso contrário, dispenso. Lembrando que não exijo, desejo.


No comments:

Post a Comment