Tuesday, October 30, 2012

Te Contar...

...da minha vida bem baixinho ao pé do ouvido sem vírgulas pausas ou fim pra ver se vira simpatia ladainha interminável e a coisa toda revive de um jeito mais certo que o jeito sem nexo sem traço de dança alguma que já era antes de eu saber de mim e de você e da gente tudo amontoado nessas cordas vertebrais de si bemol etanol arterial nos caracteres do meu peito nariz nuca cabelo desses fatos salteados de sentimentos desorientados que eu conto e depois nem sei se fica se esvai como em mim seria perfume e então só a memória de afetos e atrasos e descordenadas descarteanas tudo isso pra ver se você fica muito mais um pouquinho aqui e fica comigo nessa existência mal executada verbos pseudo transitivos indiretos numa manhã linda de conforto e amorrr

                                                                                   Brenda Sodré

Sunday, October 28, 2012

A different morning

     Quantos domingos por ano naturalmente são animadores? Quantos, sequer nos dão animo pra sair da cama quente e confortável pela manhã, ou até não tão de manhã? Assim como ''tédio'', sendo um palavra que define domingos no geral, coisa rara é não ser definitivamente como traz o sentido da palavra.
     Coisa rara, disse, não impossível. Pode ter um ou outro que comece incrivelmente bem sim, e nem mãos trêmulas, coração acelerado, ou uma certa espécie de medo pode estragar. Calme, aí já estou descrevendo fatos que fazem parte de uma manhã de domingo maravilhosa, não apenas boa. Sim, pelo visto estou.
     Levantar apressado mesmo depois de dormir pouco mais que duas horas, com um possível atraso te amedrontando, vestir-se rapidamente, andar para lá e para cá, e finalmente passar pela velha porta de mogno, com um pacote vermelho berrante em uma das mãos, e os comuns fones de ouvido sendo desenozados  pela outra, descer as escadas mecanicamen... opa! Quase cair, rs, passar por pessoas que te olham de soslaio por estar com um telefone celular pendurado no ouvido, andar, andar e andar, e chegar ao destino medrosamente, admito! Fazer totalmente totalmente o inverso do que imaginara já de início, e então a parte que mais me agrada.
     Sabe, faziam parte do plano parabenizar, abraçar, entregar o que tinha em mãos, consequentemente sorrir, e quiçá ainda outros verbos poderiam ser encaixados no meio disso, tipo beijar (por que não?), e falar o quanto a amo, mas não estavam sendo relevados até então. E acontecendo diferente, por partes, do que antes foi pensado, não mudaria nada.
     Sorrisos bobos por minha parte e uma certa falta de ação, eram rubricas não presentes no roteiro, mas creio que a coisa estava se passando mais no improviso mesmo. P
or que mais amável do que com um pijama vermelho de bolinhas? Mm? E como algo rápido e singelo me enche de alegria instantâneamente? - primeiro da idade, aliás, rs. Não sei, não sei. O que sei é que, definitivamente, não mudaria nada.
     Quem sabe agora durma sempre comigo, genericamente falando, ou então ao menos por perto. Ah, saiba também que algo não necessariamente precisa ser complexo para eu amar - com exceção a você, claro, rs - mas por serem simples, sinceras e tocantes, já merecem mais do que o meu respeito.
     Por fim, é, eu te amo, minha quase namorada mais linda de todos os mundos!


365?


     Tic, tac, tic, tac... E os ponteiros do relógio que parecem não se mover! Não sei o porquê, - ou sei? -  mas sim, de alguma forma estou ansioso por isso.
     Ahhhhh, que lindaaa! Está virada numa mocinha! Sim entende o sentido que digo, rs.
     Sabe, primeiro aniversário seu que tenho a oportunidade de parabenizar, me importar e yada yada... E espero não ser o único, sejá lá qual for a forma disso.
     Queria poder estar contigo, passar o dia te enchendo, e quiçá aproveitando ao máximo. Calme! Dezesseis, lembra?... Calme novamente, rs, sei que sabe a forma certa que estou falando.
     Então, sei que esse ano, tudo tem a possibilidade de ser mágico. Começando pela idade. E prometo, que farei a minha parte, para ajudar nisso, pode cobrar! Só quero desejar meus mais sinceros e humildes parabéns, mas também não só aquela coisa que tia fala, de muitas felicidades, que Deus te abençoe e tudo de bom, blá blá blá. Em suma, desejo que seus dias sejam alegres e contentes, que aquele sorriso sincero que eu amo tanto sempre esteja no seu rosto, que aquela gargalhada que me faz rir faça parte de todos os momentos, e também que eu possa fazer parte disso, causando o que foi citado e garantindo o seu bem.
     Será que 365 dias é o que nos separa? Realmente espero que sim, quicá menos. Lembra quando dizíamos faltar dois anos? Na verdade, não faltava tudo isso não, mas não deixa de surpreender por ter passado a metade do que foi dito. Sim, eu quero te cuidar, quero te sentir minha, quero poder falar tal coisa,  quero estar convicto disso. Mas isso não precisa esperar o mesmo tempo que já se passou. Estarei te cuidando, estarei te considerando minha, e estarei sempre te querendo. Estarei aqui e quero também poder estar mais presente nos seus dias, porque realmente sei o que sinto.
     Terminando, parabéns minha linda! Aproveite cada dia que fará parte desse número de anos vividos que sei a importância que tem pra ti, e sei lá, faz um esforcinho e continua me aguentando por um belo tempinho, ok? rs. 
     E apesar de estarem me trollando eletronicamente, aqui está o que já havia escrito, modificado por conta do atrasinho, mas ok, me perdoe, rs. Por fim, Te amo, mesmo não sendo o oficial, parabénsss, e infinitas felicidades nesses seus quinze aninhos!


Saturday, October 27, 2012

A Culpa É Das Estrelas - John Green


Vai chegar um dia em que todos vamos estar mortos. Todos nós. Vai chegar um dia em que não vai sobrar nenhum ser humano sequer para lembrar que alguém já existiu ou que nossa espécie fez qualquer coisa nesse mundo. Não vai sobrar ninguém para se lembrar de Aristóteles ou de Cleópatra, quanto mais de você. Tudo o que fizemos, construímos, escrevemos, pensamos e descobrimos vai ser esquecido - vai ter sido inútil. Pode ser que esse dia chegue logo e pode ser que demore milhões de anos, mas, mesmo que o mundo sobreviva a uma explosão do Sol, não vai durar para sempre. Houve um tempo antes do surgimento da consciência nos organismos vivos, e vai haver outro depois. E se a inevitabilidade do esquecimento humano preocupa você, sugiro que deixe esse assunto pra lá.


Friday, October 26, 2012

"Sim!"

     Se quatro minutos conversando contigo já me fazem sorrir, imagina então quatro horas? Horas bem passadas e mal percebidas, que voaram entre um ooi, - uma ligação caída - e após um tchau não dado. Whatever, whatever! Já disse que a sua voz de timbre que remete ao de uma criança, me encanta? Pois é. Ainda mais com as coisas que fala, com as palavras que fala, e a forma que fala. Awn é definitivamente o mínimo que descreve isso. "Eu disse que sim!", agora ao menos sei, deixei de ser ignorado. Sim, né? Gosto disso, gosto de imaginar como será, ou está sendo. Mas e que título dar para o que somos? Nada que um beijo não possa influenciar sobre tal coisa. E apesar de que possam ser apenas títulos, não juntos, separados, e quase namoradinhos, diferem e muito um com o outro, oras pois! Ok, talvez possa ser um tanto quanto cômico, principalmente esse ultimo aí, mas não vejo algo que melhor defina, e ele me agrada. Ah, tchaus podem vir acompanhados dede "amo você, te amo ou seus derivados", então sim, importa. Sei lá, só pra constar, rs.


Wednesday, October 24, 2012

Why so... many days?

Por que tão linda? Pergunta a qual ainda não foi respondida com palavras. Por dentro e por fora, o que sente e o que deixa de sentir, - na verdade o que mais sente, combinamos assim, - do jeito que mexe nos cabelos até o sorriso que força não aparecer quando diz estar brava, do fio do tal cabelo ao dedão do pé! O jeito que me encanta inexplicavelmente, que me atiça as vontades que talvez não devessem existir. Que não devessem existir? Quem disse que em situações como essa existe algo que não devêssemos sentir? Tudo pode, ou quase tudo. Tudo pode até alguém intervir, essa é a realidade. Mas nada que 369 dias, quicá um tico a mais, não possa mudar. Esse é o tempo que leva a certeza, mas quem diabos disse que não pode ser menos? Ah, recordo quem foi. Mas não sejamos dramáticos, metade disso pode esperar, talvez. A pressa não faz parte de mim, não para isso. Mas também tantos finais de semana assim, acabam por não me agradar. E se isso seria uma das melhores sensações que uma alma humana possa sentir, outra delas é poder deixar tudo o mais claro possível. Os sentimentos então, nem se fala! Entre meio sorrisos bobos, nãos envergonhados e olhares desviados para algum pixel perdido entre milhares, as cordas vocais vibram milésimos de segundos antes de tudo sair e passar a se tornar mais real, mais real do que algo que praticamente guardava somente para si, isso, isso sim me agrada. E para quem, há algum tempo atrás dizia não gostar de tal roupa por se sentir desconfortável, está indo otimamente bem nessa de me arrancar suspiros e sorrisos abobalhados apenas por olhar uma foto, não é mesmo?


Tuesday, October 23, 2012

Do/Did you believe?


     Não existe acreditar ou não em amor. Amor não é Deus, não é algo que os indivíduos criam em busca de consolo e explicações para o que não entende, não é destino. Amor existe. E é um conjunto de acasos, de chutes e toques embaixo da mesa, de mãos diferentes tocando a mesma música ao piano; a música mais linda e cada dia mais nova, sem que ninguém desafine - mesmo que nunca a tenha ouvido. Sei lá, é a força que nos mantém junto de alguém que leia Paulo Coelho, de alguém que não leia at all, de alguém que não goste de música e que pense gostar porque ainda pensa que Nirvana é música, de alguém que pareceria estúpido em qualquer outra circunstância e que parecerá muito odioso um dia (você evita pensar nesse dia), mas que parece tão lindo agora quanto ninguém jamais foi. E que sempre parecerá alguma coisa porque quem amamos nunca passa batido.
     Amor é instinto. É o Universo que colide a cada instante e não nos reprime por tanto mimimi sobre a vida ser estática. É o seu pai e sua mãe chegando tarde da festa de noite e indo ao seu quarto te cobrir direito, dar um beijo no rosto, e é você ser tão bom em fingir que está mesmo dormindo. É também você crescer e chegar da festa e ver que um deles está jogado no sofá da sala porque quer também que você o cubra e beije e perceba que ele não está fingindo dormir, mas que se pudesse estaria. E que não pode por estar envelhecendo, por estar se fragilizando, mas que está ali ainda e que está muito orgulhoso de quem você se tornou. Mesmo que você tenha se tornado nutricionista.
     Pode ser o que te impulsiona a esquecer ou a lembrar, mas antes de mais nada o amor é o que te faz inventar. Inventar que se é feliz, inventar uma casa no alto do morro onde existem Pterodáctilos, unicórnios e uma vida eterna, e você na verdade não estar inventando sua vontade disso. De viver para sempre, quero dizer. Porque o amor existe tanto que mesmo quando não está em nós, basta pararmos para vê-lo passar um instantinho, para assisti-lo no formato das nuvens e perguntar-nos se elas também nos assistem, e percebermos que o amor move todas as coisas da alma e esse é um pensamento tão bom e bonito que subitamente acreditamos não só na vida quanto na nossa própria sorte em vivê-la.

                                                                                                       -Brenda Sodré