Acordo assustado, sem ter uma mínima noção de tempo no momento em que abro os olhos, dormi sem querer, - pois já dormira o suficiente, - a bateria de meu computador já havia acabado, minha xícara de café estava ao lado do mesmo, cheia, mas sua aparência não me despertava mais vontade de tomá-lo, não havia aquela lua costumeiramente linda em minha vista, pois chequei pela sacada e não encontrei-a. Ouvia minha cadela arranhando a porta da cozinha, estava clamando por carinho, a coitada! Quem sabe de alguma forma eu estaria fazendo o mesmo, ainda mais após o sonho que tive... Aliás, o que fora aquilo?! Ah, quatro e treze, afirmara o relógio que se encontrava no meu pulso.
Como de costume, estava maravilhosa. Cabelos soltos, maquiagem leve, os olhos expressivos e mais lindos do mundo brilhando, maças do rosto saltadas em consequência do sorriso que me faz sorrir estar fazendo isso no momento, camisa branca, - sim, branca - e estava com o colar de lacinho, aquele com uma perolazinha cravada no meio. Suas mãos me apertavam em abraços, e não estávamos a sós. Estava bom, deveras bom, e por mim, passaria horas do jeito que estávamos. Na despedida fui surpreendido por um beijo, igual aos outros, ótimos tanto quanto. E foi assim. Abri os olhos, desejei fechá-los novamente e voltar para onde e com quem estava, não deu. Quem sabe agora eu tenha sorte, entrarei debaixo das cobertas ainda quentes, e tentarei não estar tão acordado como estou.
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